EGTI vai apostar no processo de infraestruturação de lotes

Quinhentos promotores concorreram para aquisição de lotes infra-estruturados na província de Benguela
Dezembro 7, 2020

A Empresa Gestora de Terrenos Infra-estruturados, vai apostar este ano no processo de infraestruturação de lotes

O presidente do Conselho de Administração da EGTI-E.P., Pedro Cristóvão, disse que até final do primeiro semestre do ano em curso, a empresa prevê comercializar todos os terrenos infra-estruturados sob sua jurisdição.

Os terrenos a serem comercializados para a construção de casa própria, estão localizados nos perímetros das centralidades do Kilamba e Sequele em Luanda e nas demais províncias do país.

A informação foi prestada na conferência de imprensa realizada em Luanda, para o balanço dos trabalhos desenvolvidos no exercício económico de 2020 bem como perspetivar novas acções para o ano em curso.

O gestor disse que o programa surge em função do número de solicitações que a empresa tem recebido nos últimos anos, demonstrando grande interesse por parte dos cidadãos na aquisição de terrenos para a construção de habitação, comércio, e outras actividades.

Pedro Cristóvão disse ainda que a gestão e comercialização de terrenos é a melhor forma que a empresa encontrou para a materialização dos projectos definidos, tendo em conta que a EGTI-E.P., não é uma instituição orçamentada. “Só para terem uma ideia, o ano passado a empresa arrecadou 19 mil milhões de kwanzas na comercialização de terrenos e a nossa previsão é duplicar o valor com a venda de mais lotes infra-estruturados”. Adiantou que no ano transacto a empresa tinha como previsão infraestruturar cerca de 115 lotes de terrenos, dos quais 100 seriam para habitação unifamiliar, bem como a comercialização de terrenos a todo o país, mas a pandemia impediu a execução dos projectos.

O foco principal da administração, este ano, é a infraestruturação de lotes, mais especificamente, para a autoconstrução dirigida, com uma previsão de no mínimo disponibilizar cerca de 1.116 lotes. “Nestes lotes, vamos dar uma atenção especial à aquisição de terrenos para as empregadas domésticas e zungueiras porque é a franja da sociedade que tem maior dificuldade de acesso as centralidades em função da actividade que exerce”, esclareceu Pedro Cristóvão.

Segundo o responsável do estudo feito pela EGTI-E.P., viu-se que é possível encontrar espaço nas centralidades com todas as condições (água, luz, arborização e sistema de drenagem), para esta franja da sociedade para não se sentirem excluídas. Para isso, a empresa vai trabalhar junto das organizações femininas no sentido de se definir os critérios de distribuição e os moldes de pagamento que facilitem a aquisição de terrenos com os rendimentos disponíveis visto que muitas não possuem casa própria.